Imigração

“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente”.
(Sören Kierkegaard)

Talvez se pergunte o motivo de centenas de milhares de pessoas deixarem sua terra natal na Europa, sua casa, suas terras em busca de algo novo noutro continente.

A vida na Europa no século XI
X era cheia de guerras, doenças, fome e empobrecimento decorrente da Revolução Industrial e isso fez que muitos alemães deixassem a Europa rumo ao Brasil. As pessoas não tinham o que comer e a fome tomava conta do país de todos os lugares. Por isso muitos resolveram tentar a sorte desembarcando no Rio de Janeiro a bordo de um veleiro.

 

A imigração alemã no Brasil foi o movimento migratório ocorrido nos séculos XIX e XX de alemães para várias regiões do Brasil. Muito por causa dos problemas sociais que ocorriam na Europa e a fartura de terras no Brasil. O aumento da propaganda na Alemanha de países, como o Brasil, com o objetivo de trazer imigrantes alemães para seus territórios, acenando-lhes com determinadas vantagens.

O cartaz da esquerda diz: "Passagem gratuita, Santa Catarina, um lar para colonos alemães. Clima saudável e terras férteis". No outro diz: "Sul do Brasil. Santa Catarina. Desenvolvimento para colonos alemães - Clima saudável - Condições favoráveis ​​para aquisição de terras. Empresa alemã, administração alemã".   


O governo investiu em propaganda na Europa, para convencer as pessoas a virem com suas famílias para o sul do Brasil e ofereceu vantagens nem sempre cumpridas em sua plenitude. Entre estas vantagens estavam: passagens pagas, direito à cidadania, isenção de impostos e direito à posse de uma ou duas colônias de terra.


Com essas promessas e em busca de uma vida melhor a Família Baron veio para o Brasil, litoral sul do estado de Santa Catarina. Nesse blog procuro mostrar a vida dessa família desde 1650 em Baden-Württemberg, Alemanha e sua vinda para o Brasil em 1860 até nossos dias. Acredito que estes dados não estão completos dada a dificuldades de acesso às fontes de informações, mas nos dão uma visão da história e vida de minha família.

E
mbarcação similar a Barca Cezar, onde viajaram a Família Baron em 1860. Chegando ao Rio de Janeiro partiram para Santa Catarina pelo Vapor Imperador, com destino a: São Francisco, Florianópolis, entre outras localidades. A família Baron tinha como destino a Colônia Itajahy-Brusque.

Entre 1848-1872 foram quase 20 mil imigrantes que vieram para o Brasil segundo o IBGE. Em sua maioria, os imigrantes que desembarcaram no Brasil nos séculos XIX e XX, eram alemães e de outras regiões da Europa como Hunsrück, Pomerania, Westfália, Prússia, Baviera e Baden-Württemberg, sul da Alemanha (Família Baron veio desse lugar)Fomentada pelo governo imperial brasileiro, alternativas surgiram para povoar o Sul do Brasil. Brusque, por exemplo, foi fundada em 4 de agosto de 1860 como uma colônia pública.

Chegada dos imigrantes alemães no Brasil
Foto: CP Memória



Grupo de Imigrantes Alemães
Foto: Acervo Digital do Memorial do Imigrante


Por outro lado o Brasil oferecia fartura de terras para os imigrantes e estimulou a imigração alemã para povoar e desenvolver a região sul do país. O Brasil Imperial queria estabelecer núcleos de produção agrícola e guarnecer a fronteira sul do país e assim o Brasil que existia passou a se tornar mais “europeu”.

Imigrantes alemães em Santa Catarina
Foto: Reprodução

Em 25 de julho de 1860 desembarcaram em Itajaí os primeiros colonizadores de Brusque: 55 alemães norteados pelo Barão Maximilin von Schneéburg. Até o final daquele ano, se somaram 290 adultos e 116 menores, pertencentes a 90 famílias. Entre alguns sobrenomes pioneiros, podem ser citados Boiting, Hoefelmann, Morsch, Neuhaus, Orthmann, Ostendarp, Richter, Scharfenberg, Walther, Wilhelm, Bodenmüller, Butsch, Debatin, Decker, Fischer, Groh, Heil, Hoerner, Huber, Imhof, Kling, Knoch, Mathes, Petermann, Rose, Rüffel, Schaeffer, Schlindwein, Schmidt, Siegel, Vogel, Waeschenfelder, Weick, Weitgenant, Baron, Baumgartner, Becker, Bittelbrun, Dei, Emmendörfer, Erthal, Graf, Habitzreuter, Hartmann, Herkert, Klein, Kohler, Lang, Meyer, Nitzel, Nuss, Oestreicher, Fachs, Rothaermel, Rübe, Schwartz, Veith, Werner, Heiler, Jonne, Münich, Rupp, Volker e Zimmermann. Leia mais em Projeto Brusque Memória.

Minha família veio na terceira turma de imigrantes e fez redidência nessa cidade. 
Nos registros de brusque.sc.gov.br encontramos a Relação dos Colonos entrados na Colonia Itajahy em 1860. Na terceira turma, ítem 9: Baron - Inácio - 44 anos, católico, sapateiro, Baden. C/c. Maria (40) e filhos. Ver sobre Ignaz Baron.

Abaixo o pioneiro da família Baron no Brasil. Ao centro e sentado, 
Johann Baron. Ele nasceu em 21.12.1840 em Hayna na Alemanha. Faleceu em 8.10.1907 em Brusque. Com 21 anos veio paro o Brasil com seu pai, mãe mais 8 irmãos. Ele é meu tataravô.